Uma década de comunicação
Entrevista

Uma década de comunicação

Formado em Rádio e TV pela Faculdade Teresa D’Ávila – FATEA em 2007, Cris Rossetti leva há 10 anos informação e entretenimento para as pessoas através do rádio.

12249682_10206695343240186_707888470357290643_nCris Rossetti estagiou em 2004 como Locutor Entrevistador na Rádio RC Vale em Cruzeiro/SP | Fotografia: Arquivo Pessoal

O interesse surgiu quando Cris fazia parte do Grêmio Estudantil no ensino médio e sua função era tomar conta da Rádio durante o intervalo, foi ali que ele teve o primeiro contato com o microfone e desde então, não parou mais.

Eu fui conversar com ele e saber mais da profissão de locutor. Confira: 

 

Jornalista Curiosa: Quais os desafios de trabalhar em rádio atualmente?

Cris Rossetti: Os desafios são diários, pois o Radio vive em constante mudança. Entre os principais desafios, é preciso manter-se atualizado, se adaptar às novas tecnologias, e se renovar de acordo com o perfil do ouvinte.

 

JC: É possível que o fim do rádio esteja perto? Porquê?

CR: Dificilmente o Radio vai acabar. Digo com 99,9% de certeza, pois é o único veículo de comunicação que nos aproxima mais da realidade local. O Rádio é LOCAL. Se eu quero me informar sobre notícias da minha cidade, ou do meu bairro, eu não vou encontrá-las assistindo o Jornal Nacional, somente na Radio da minha cidade. Além disso o Radio está presente em todo lugar, seja no carro, no trabalho, na rua, etc. O que deve acabar nos próximos anos, é a maneira como se transmite o sinal do Radio. Com a velocidade da internet móvel aumentando cada vez mais, é possível que no futuro o Radio seja transmitido apenas online.

 

JC: Há quanto tempo você está na Rádio POP?

CR: Já são 3 anos.

 

JC: Quais os lugares que você já trabalhou?

CR: Passei pelas Radios RC Vale e Mantiqueira em Cruzeiro, também na extinta Rádio 94 FM em Pindamonhangaba, e atualmente na Radio POP.

 

JC: Como é a rotina de um locutor?

CR: São 5 horas confinado dentro de um estúdio. É uma profissão que exige muita atenção, amor e dedicação. Cada emissora tem um padrão de locução, e na Radio POP seguimos a cartilha ao pé da letra.

 

JC: Qual a sensação de saber que você está falando com centenas de pessoas?

CR: É estranho! O Rádio é meu portfolio diário. Por isso eu tenho que dar meu 100% todos os dias, a cada minuto tenho um ouvinte diferente que pode mudar de estação e voltar novamente. O meu papel é “prendê-lo” na minha audiência.

 12341223_10206769362050610_3138068631829620245_nEm 2013, Cris foi selecionado pela Skol e o Portal Terra para cobrir a “Operação Skol Folia” no Carnaval de São Luiz do Paraitinga/SP | Fotografia: Arquivo Pessoal

JC: Além de conduzir um programa, quais as demais funções do locutor?

CR: Ler bastante, estar inteirado do que acontece em sua volta, quanto mais bagagem cultural melhor, ter boa dicção, ser comunicativo, se expressar bem e passar carisma no ar, como se aquele cara que você ouve no Rádio fosse o seu melhor amigo.

 

JC: Como você qualifica o cenário brasileiro atual de rádio?

CR: É uma profissão desvalorizada no Brasil, infelizmente. A grande parte das emissoras de Rádio no Brasil está nas mãos de políticos ou empresários que não entendem nada sobre Rádio.

 

JC: Já houve algum momento em que você pensou em desistir?

CR: Sim. O começo foi bem difícil. Ninguém queria me abrir as portas para começar. Fui insistente, talvez por isso estou no Rádio até hoje.

 

JC: Rádio é também improviso. Conta pra gente um episódio marcante que aconteceu com você!

CR: O episódio que ficou marcado pra mim, foi na minha primeira transmissão ao vivo. Fazíamos a cobertura do Rebanhão em Cruzeiro no ano de 2004 e me pediram para entrevistar o Padre Jonas Abib antes da emissora concorrente que também cobria o evento. Pois não sei como, eu descobri por onde ele sairia para celebrar a missa, e topei de frente com ele. Tremi como uma vara verde, mas foram os 5 minutos de maior adrenalina de um jovem que estava iniciando a carreira no Rádio. Ele foi muito gentil, e acabou me dando a exclusiva que rendeu meu primeiro contrato em uma emissora de Rádio.

1958105_10206919838332423_9115928070058259596_nCris trabalhou por 5 anos à frente do Programa Rota Musical na TV Aparecida | Fotografia: Arquivo Pessoal 

JC: Quais os planos para o futuro?

CR: Simples: continuar fazendo outros projetos na área da comunicação sem deixar de lado o Rádio. A vantagem é que consigo ter outros trabalhos paralelos.

 

JC: Quais são esses projetos?

CR: Projetos voltados à Internet, TV e Locução Publicitária. Ainda sem muito a revelar.

 

JC: Uma dica para quem quer seguir essa profissão!

CR: Se você gosta e acredita no que faz, não deixe que ninguém te faça desistir. Você é o responsável pelo próprio sucesso, então seja criativo, abuse das ferramentas que temos hoje como a internet, se promova, e alguém com certeza vai te descobrir e te dar a primeira oportunidade.

Eu me chamo Flávia do Carmo

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