Mulheres quebram barreiras no esporte
Reportagem

Mulheres quebram barreiras no esporte

Durante muitos anos a mulher foi considerada um sexo frágil, que tinha como papel principal na sociedade cuidar da casa, dos filhos e do marido. Conseguir trabalhar fora de casa era um desafio, do qual foi difícil vencer.

DSC_0560Mulheres estão ocupando seus lugares também no esporte | Fotografia: Flávia do Carmo

Ganhar o seu próprio dinheiro e ser independente são conquistas recentes, muitas coisas mudaram com a entrada da mulher nas empresas, faculdades e também no esporte. Sim! Hoje elas competem em muitos campeonatos, e até mesmo os esportes que sempre foram voltados para homens tem aberto caminho para elas.

O tênis de quadra, por exemplo, desde que surgiu é pouco disputado pelo sexo feminino. Por conta dos preconceitos sofridos no passado, elas nunca tiveram muito espaço para praticá-lo. Porém, atualmente a realidade é outra, aos poucos, elas estão ganhando lugar e visibilidade para mostrar suas habilidades, competindo jogos no mundo todo.

O professor de tênis, Elias Moreira, de 34 anos, acredita que é relevante a participação de mulheres no esporte. “Muito importante para o crescimento do tênis, mas ainda é pequeno o número de jogadoras”. Antes do Gustavo Kuerten, o famoso Guga, virar um ídolo do tênis, poucas pessoas sabiam da existência do esporte, e isto pode ser um dos motivos de não se ouvir assuntos sobre o tênis nos meios de comunicação, tanto quando se ouve de futebol. “O tênis ainda é muito restritivo”, conclui Moreira.

DSC_0082-2Elias Moreira aprendeu a jogar tênis quando criança e desde então convivi no meio do esporte | Fotografia: Flávia do Carmo

Depois da chegada de Maria Ester Bueno no tênis em 1954, tornando ganhadora de 570 medalhas, sendo a Nº 1 do mundo em 1959 e 1960 e considerada no ano de 2000, a maior tenista das Américas de todo o século 20, as oportunidades para as mulheres se envolverem com o esporte cresceu, mas o problema ainda consiste na pouca exposição da modalidade nas mídias. No Brasil, as emissoras dão prioridade para o masculino e se esquece do feminino, isso não estimula as meninas a irem jogar tênis.

No calendário anual do esporte, quatro grandes torneios se destaca. São chamados torneios do Grand Slam, uma expressão originada do jogo de bridge (jogos de cartas), que poderia ser traduzida como “A Grande Sequência”.

DSC_0535Renata Martins pratica o esporte e se sente realizada | Fotografia: Flávia do Carmo

Cada um tem suas características e também as maiores premiações. São eles Australian Open, Roland Garros, Wimbledon, e US Open. Deles, os dois primeiros são os mais aguardados durante a temporada, já que estão rodeados de poesia e saudosismo. Wimbledon, por exemplo, é conhecido como o “Templo”. Todas essas competições têm jogos femininos e a norte-americana Serena Williams é a atual campeã de dois deles. Infelizmente dos 84 tenistas brasileiros, apenas 25 são mulheres e dessas apenas Teliana Pereira está entre as 200 melhores classificadas.

DSC_0454A estudante, Isabella Mariano, quando teve a oportunidade, começou a jogar e não parou mais | Fotografia: Flávia do Carmo

Mas não precisa ser uma profissional, para começar a exercitar da modalidade. Muitas mulheres buscam a prática do tênis como meio de atividade física. “É um esporte que eu acho ideal para as mulheres”, diz a nutricionista Eveline Ramos, que treina há quase dois ano. Já para a sua companheira de jogo, Renata Martins de 36 anos, o esporte é muito mais que um exercício físico, é uma terapia. “Eu não consigo ficar sem jogar tênis, é muito bom, aconselho todos a praticar”. Aos poucos o preconceito chegará ao fim, as barreiras vão sendo quebradas e as mulheres iram conquistar seus espaços nas quadras.

A guerra para provar que nós mulheres podemos ser mãe, esposa, empresária, e tudo o que quisermos ser aos poucos vem sendo vencida. E se além de todos os afazeres, ela ainda quiser ser esportista seja como profissão ou para diminuir o estresse. Qual o problema? Com força de vontade, a mulher vem quebrando todas as barreiras, todas.

Eu me chamo Flávia do Carmo

3 thoughts on “Mulheres quebram barreiras no esporte

  1. A participação das mulheres em qualquer área é importante, pois nos temos uma ângulo de visão e uma perspectiva muito diferente dos homens. A pluralidade de olhares agrega para o desenvolvimento da sociedade. Parabéns pela reportagem =D

  2. Realmente, a mulher é muito importante e deve sim mostrar isso pro mundo. No esporte ela não é muito bem vista pelos homens, mas ja vi mulheres muito melhor de que eles. E bato palmas para mulheres bem sucedidas, que estão no topo de liderança. Pq sei que elas batalharam muito mais que qualquer homem para chegar onde está!

    1. Olá Maira, rezo para que cada vez mais as mulheres conquistem tudo que elas querem!
      Afinal não fomos diferentes dos homens, força de vontade não depende de músculos, não é mesmo?!
      Beijos e volte mais vezes <3

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