Jovem na idade, madura nas palavras

Normalmente o encanto pela leitura se inicia na infância, quando se descobre o mundo das palavras e se almeja desvendar todas as histórias existentes nos livros.

Nathália Mantovani - Jornalista CuriosaNathália não se considerava uma criança envolvida com a leitura, apesar de sempre ter o incentivo da mãe | Fotografia: Arquivo Pessoal

Porém, com a Nathália Mantovani foi diferente. Apesar de ler todas as obras exigidas no colégio, eram raros os livros que lia por escolha própria quando criança ou adolescente. O fascínio pela literatura chegou quando já era jovem e desde então não parou mais. Hoje com 25 anos, Nathália é formada em Rádio, TV e Internet Radialista e cursa o último semestre de jornalismo. E sua ambição por histórias alimentou um desejo: escrever seu próprio livro!

 

Conversei com a Nathália e falamos sobre esse sonho que se tornará realidade nos próximos meses. Confira:

 

Jornalista Curiosa: Quando você começou a se interessar por leitura?
Nathália Mantovani: A ler eu só me interessei por volta dos meus 18 anos, acredita? Escrever eu sempre escrevi, desde novinha eu já carregava aqueles diários pra todo lado e registrava tudo, mas não fui uma criança muito engajada na leitura. Minha mãe é professora, sempre me deu muitos livros e me influenciou a ler desde quando fui alfabetizada, mas eu era “preguiçosa” pra ler, que feio, né? [risos] e hoje me arrependo muito de não ter lido até o fim, ou com mais interesse, todos os livros que tive em mãos.

Por incrível que pareça, foi a internet que me ensinou a tomar gosto pela literatura. Muita gente diz que a tecnologia é negativa nesse aspecto, por dar muita informação mastigada ou errônea a respeito de autorias. No meu caso foi diferente, eu via um trechinho ou outro que era publicado nas redes sociais ou sites sobre determinado livro ou autor e pesquisava detalhes, porque tinha curiosidade em saber mais sobre ele. Passava madrugadas na internet lendo trechos de diferentes escritores e depois buscava os livros referentes aos trechos pelos quais eu me identificava mais. Aliás, faço isso até hoje.

 

JC: Quais os gêneros literários que você mais gosta de ler?
NM: Gosto de ler poesias, contos, crônicas e, geralmente, me interesso mais pelo sentimentalismo, mas também gosto daquela pitada de ironia que as crônicas possibilitam. Leio outros gêneros, mas prefiro uma leitura breve que emocione.

 

JC: Como surgiu a ideia de escrever um livro?
NM: Sempre quis guardar algo concreto sobre as coisas que penso e sinto. Assim como hoje leio os meus diários de quando eu era criança, quero um dia poder ler tudo o que escrevo hoje e reviver de alguma forma o que eu sentia ou pensava enquanto escrevia aquilo, mesmo que seja pra dar risada, ou não.
Percebi por meio do blog que o que escrevo pode ser útil para outras pessoas e vi que não tinha porquê deixar de arriscar a experiência de publicar um livro.

Nathália Mantovani - Jornalista CuriosaNathália tem uma página no Facebook que já reuni mais de 6 mil pessoas | Fotografia: Arquivo Pessoal

JC: Qual a previsão de lançamento do livro?
NM: Ainda não tem uma data certa, mas a ideia é lança-lo no segundo semestre deste ano.

JC: Qual será o gênero?
NM: Contos e crônicas cotidianos.

 

JC: Há quanto tempo você vem trabalhando nesse livro?
NM: Há aproximadamente um ano e meio. De início não foi algo planejado, eu escrevia quando dava, no meu tempo, sem prazos. Depois acabou virando uma compulsão, rs. Eu fico à toa, não importa onde eu esteja, abro o bloco de notas do celular e começo a escrever o que me vem à cabeça.

 

943383_10201115848815773_8541336850363257009_nA jovem sonha em ver seus textos ganhando vida nos cinemas | Fotografia: Arquivo Pessoal

JC: Qual o tema que você mais gosta de escrever?
NM: Amor e relacionamentos.

 

JC: 3 Escritores que te inspiram
NM: Tati Bernardi, Walcyr Carrasco e Nicholas Sparks.

 

JC: Qual o seu objetivo com o livro?
NM: Não escrevo textos de auto ajuda. Pelo contrário, às vezes escrevo situações bem realistas, até tristes, mas que as pessoas se confortam ao ler. Acho que essa é a melhor forma de tocar alguém por meio da leitura. Ao invés de escrever “faça isso, seja aquilo”, escrever “isso que você vive é normal, acontece comigo também e com todo mundo”. Tirar aquela pressão do conto de fadas e da vida perfeita e mostrar que histórias podem ser bonitas, mesmo com todas as imperfeições.

 

JC: Quais os planos para o futuro?
NM: Quero me especializar mais na área de literatura e roteiro. Escrever muitos livros, claro, e transformá-los em trabalhos ainda mais concretos, como séries, filmes, dramaturgias e etc.

 

JC: Uma música que sempre te ajuda na hora de escrever
NM: Acredito que literatura e a música se completam. A música sempre me influenciou em tudo o que faço, e com os meus textos não seria diferente, até porque existem músicos que são grandes poetas que me inspiro, mesmo antes de ter escritores como inspiração. Gosto muito de MPB (Cazuza e Lulu Santos principalmente). É difícil escolher uma só música. Existem aquelas que, de diferentes formas, fazem parte de determinados momentos das nossas vidas e acabam sendo influentes na hora de nos colocar cara a cara com as nossas emoções. Essas, durante o período que escrevi o meu livro, foram Don’t Wait (Mapei), See you again (Wiz Khalifa), All Off Me (John Legend), Rude (Magic!), mas se fosse para escolher uma, seria Photograph (Ed Sheeran).

 

Página da Nathália Mantovani: https://www.facebook.com/mantovaninathi

Blog da Nathália Mantovani: http://nathaliamantovani.com

Deixe seu comentário