Letícia Maria: Quando o assunto é jornalismo os olhos brilham
Entrevista

Letícia Maria: Quando o assunto é jornalismo os olhos brilham

Seu amor pela comunicação é explícito, basta perceber o brilho dos olhos quando ela fala do assunto

WhatsApp Image 2017-04-10 at 17.33.40Fotografia: Marcos Fernandes

Letícia Maria é jornalista formada pela Universidade de Taubaté e não esconde de ninguém sua paixão pela profissão. Ela já passeou por diversas áreas do jornalismo, mas o coração bate mais forte quando o assunto é Jornalismo Impresso.

Tenho a imensa felicidade de ser aluna da Letícia e sentir nela o amor que todo profissional deve ter pela carreira. Confere aí nossa conversa:

 

Jornalista Curiosa: Como começou a sua relação com o jornalismo?

Letícia Maria: Desde que me conheço por gente estive no meio jornalístico, pelos corredores da Rádio Aparecida. Participava de programas de rádio, de gincanas. O programa de que mais me lembro se chamava Gente Pequena, que era comandado pelo Padre Ronoaldo Pelaquim e transmitido por ondas-curtas (algo assim rsrs). Tínhamos ouvintes até na Angola, acredita? Era um ambiente que me fascinava! Como eu sempre fui muito comunicativa, as pessoas diziam: “essa aí vai ser jornalista”. Minha segunda experiência, bem rápida, também foi em rádio, na Rádio Piratininga, de Guaratinguetá, no programa Vale Tudo, comandado pelo Zé Louquinho, sim… o que anos depois foi prefeito de Aparecida. Mas meu campo sempre foi jornalismo impresso, o que veio ocorrer quando eu estava no terceiro ano de faculdade. Na verdade, dei uma volta antes de chegar definitivamente ao Jornalismo. Entrei na faculdade numa época em que fazíamos um primeiro ano básico e, somente depois, decidíamos pela habilitação. Fui primeiro para a Publicidade e, depois, convencida de que a área era mesmo o Jornalismo, voltei ao princípio.

 

JC: Quais foram os desafios no mercado de trabalho?

LM: Nunca tive a intenção de sair da nossa região. Por isso, o campo que deveria ser trabalhado era esse mesmo, o que estava acostumada. Sempre fui atrás do que desejava e, por isso, ingressei no Jornalismo impresso, ainda como estagiária. Confesso, não foi tão difícil assim. O mercado sempre terá espaço para os que estão a fim de fazer a diferença.

 

JC: Como foi sua experiência como editora de uma revista?

LM: Tenho paixão por impressos, especialmente, revistas. A Lettering nasceu de um sonho, o de fortalecer a nossa área da Comunicação junto a quem contrata os nossos serviços. Como, além de editora, eu era a “dona” da empresa, foi uma experiência muito rica, prazerosa, mas de grande responsabilidade. Foram 3 anos de muitos desafios, grandes alegrias, mas também de algumas frustrações: parece que nem nós, profissionais de Comunicação, acreditamos na força transformadora que ela tem.

 

JC: Quais as dificuldades para se tornar um profissional da comunicação reconhecido?

LM: Poxa, hoje em dia, acho que é conseguir ter “substância” na informação que transmite, construir, por meio do profissionalismo e da ética, a tão essencial credibilidade, base da nossa profissão.

Letícia Maria - Jornalista CuriosaFotografia: Marcos Fernandes

JC: Quais os obstáculos de trabalhar com comunicação no interior? E quais as vantagens?

LM: Obstáculos? Conseguir ser remunerado de forma justa, destacar-se diante da concorrência. Um exemplo? Muitos veículos, para não perderem clientes, fazem o trabalho que agências de comunicação deveriam fazer. Isso prejudica muito o nosso mercado. Vantagem é atuar em um território conhecido, acredito.

 

JC: Três características que não podem faltar em um jornalista.

LM: Faro, bom texto, ética – não necessariamente nessa ordem.

 

JC: O que te inspira a ser jornalista?

LM: Ser o que eu sou, a vida toda. Comunicação é vida, comunicar é o que me move.

 

JC: Um momento importante da profissão que você se orgulha!

LM: O grand prix de jornalismo do Expocom em 1997 – meu TCC, que virou o livro “Uma lacuna na história – movimentos sociais de oposição ao regime militar nas cidades de Lorena e Aparecida”, feito juntamente com as jornalistas Paula Maia e Beatriz Borrego, e orientado pelo prof. Dr. Robson Bastos.

 

JC: Qual a dica que você passa para os estudantes de jornalismo?

LM: Desbravem novos caminhos, sem perder a essência jamais.

Eu me chamo Flávia do Carmo

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