É preciso retomar a vida após o luto
Reportagem

É preciso retomar a vida após o luto

Respeite a si mesmo e seu sofrimento. Fale, cante, chore, faça silêncio, expresse, do seu jeito, o que sente

luto-3-1Não apresse a pessoa a sair logo do luto, respeite o momento | Fotografia: Google

A psicóloga Ana Cristina Mendes fala um pouco sobre esse momento de luto que todos nós, que já perdemos um ente querido, passamos. Confira:

A morte é certa para todos, contudo, o avanço da tecnologia, que permite que ela seja retardada algumas vezes, pode dar a sensação de controle ao ser humano e quando ela chega pode surgir o sentimento de incompetência médica e não de um fim natural a que todos chegaremos, por um motivo ou outro. Assim, quando chega o momento em que a medicina e as tecnologias nada podem fazer é preciso enfrentá-la cara a cara.

Existe ainda o luto de pessoas que não perderam seus entes queridos para causas naturais, mas para violência ou acidentes, situações inesperadas, para as quais não houve preparação, como nos casos de alguém que já se encontra com alguma doença há algum tempo.

Para ambos os tipos de luto a pessoa passa por três etapas, estudadas por Brown e Stoudemire em 1983:

  • Choque e descrença – as pessoas se sentem confusas e perdidas, o choro pode ser frequente e a tristeza esmagadora.
  • Preocupação com a memória de quem faleceu – Ainda não existe aceitação da morte e é como se a pessoa que faleceu ainda estivesse presente (exemplo: a esposa continua organizar a guardar o carro como o marido gostava, ligar a TV no programa que ele sempre assistia, etc). Com o tempo essas atitudes diminuem, mas podem voltar em datas específicas, como uma forma de homenagem ao ente querido.
  • Resolução – Nesta etapa final a pessoa retoma o interesse pelas atividades cotidianas. A lembrança de quem se foi produz sentimentos de afeto misturados com uma forte saudade.

Quando falamos do ser humano sabemos que cada um tem suas especificidades, por isso cada um passará por essas fases do seu jeito. Não existe um modelo rígido, é um modelo pessoal.

Quanto mais próxima é a pessoa que faleceu ou se a morte foi repentina mais tempo pode levar o luto, algumas pessoas costumar sofrer muito, mesmo depois de anos.

Eu me chamo Flávia do Carmo

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